Ginginha

-Oh António, por cá outra vez?.- pergunta um dos frequentadores habituais da ginginha a um amigo não esperado.

– Si, si ogni volta che posso, vengo a Lisbona,- responde o italiano António

-E non posso perdermi il ginginha – acrescenta em jeito de justificação.

Sendo um ponto de referência turística, muitas são as pessoas que passam na pequena ombreira bem assinalada com cartazes e garrafas no largo de S.Domingos arrastando os seus troleys, mas o produto é de tal forma delicioso que mesmo os locais não a dispensam, por isso à porta é um corrupio de copos, de conversas onde não falta a animação de rua.

A história da fama, é simples e está inscrita num pilar cinzento, reservado aos lugares de interesse patrimonial.

“A Ginjinha do Largo de S. Domingos, propriedade de um galego de nome Espinheira, foi o primeiro estabelecimento em Lisboa (1840) a comercializar a bebida que lhe dá o nome e que rapidamente se transformou num ex-líbris da cidade. Por conselho de um frade da Igreja de Santo António, Espinheira fez a experiência de deixar fermentar as ginjas dentro de aguardente, juntando-lhe açúcar, água e canela. O êxito foi imediato, quer por ser doce, quer por ser barato, e a ginjinha transformou-se na bebida típica de Lisboa.”.

E no famoso Largo de S.Domingos onde o encontro de culturas é uma constante esta boa disposição não podia faltar

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2017-11-28T20:27:41+00:00